"Tribunal de Rua" as written by and Marcelo Fontes Do Nascimento Viana De/custodio Santana....
A viatura foi chegando devagar
E de repente, de repente resolveu me parar
Um dos caras saiu de lá de dentro
Já dizendo, aí compadre, você perdeu
Se eu tiver que procurar você tá fudido
Acho melhor você ir deixando esse flagrante comigo
No início eram três, depois vieram mais quatro
Agora eram sete samurais da extorção
Vasculhando meu carro
Metendo a mão no meu bolso
Cheirando a minha mão

De geração em geração
Todos no bairro já conhecem essa lição
Eu ainda tentei argumentar
Mas tapa na cara para me desmoralizar

Tapa na cara pra mostrar quem é que manda
Pois os cavalos corredores ainda estão na banca
Nesta cruzada de noite encruzilhada
Arriscando a palavra democrata
Como um Santo Graal
Na mão errada dos homens
Carregada em devoção

De geração em geração
Todos no bairro já conhecem essa lição

O cano fuzil, refletiu o lado ruim do Brasil
Nos olhos de quem quer (quem quer)
E me viu único civil rodeado de soldados
Como se eu fosse o culpado
No fundo querendo estar
A margem do seu pesadelo
Estar acima do biotipo suspeito
Mesmo que seja dentro de um carro importado

Com um salário suspeito
Endossando a impunidade à procura de respeito
Mas nesta hora só tem sangue quente
E quem tem costa quente

Pois nem sempre é inteligente peitar o fardado alucinado
Que te agride e ofende para te levar alguns trocados

Era só mais uma dura
Resquício da ditadura
Mostrando a mentalidade de quem se sente
Autoridade neste tribunal de rua


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"Tribunal de Rua" as written by / Falcao,, Alexandre Menezes Xandao

Lyrics © Warner/Chappell Music, Inc.

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